quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

JÁ FEZ SEU TIME SHEET HOJE?


Tem gente que faz todo dia e não gosta. São aqueles “obrigados” a registrar detalhadamente o uso do seu tempo no trabalho – time sheet- em empresas que usam esta informação para saber onde estão sendo alocados seus recursos humanos. Muitos funcionários se sentem controlados demais por causa disso.

Tem gente que nem faz mas, às vezes, não gosta. São os clientes de organizações que cobram serviços com base no tempo despendido na sua execução, como os consultores e advogados. Nem sempre os clientes concordam com os totais de horas que lhes foram faturadas. Mas nos prestadores de serviço cria-se, internamente, uma saudável cultura de registro de horas utilizadas para cada tarefa.

Usei a palavra saudável porque entendo o registro de horas, mesmo para quem não se enquadra em nenhuma das situações acima, como uma excelente ferramenta de diagnóstico sobre o próprio uso do tempo. Esta consciência de onde estamos “gastando” tempo permite ajustes e modificações nos nossos hábitos indesejáveis e, consequentemente, maior eficácia em geral. “Antigamente”, isso era complicado, quase impensável. Manter por escrito estes registros representava um “sacrifício” enorme. Uma chatice.

Hoje, graças à tecnologia, é um processo muito simples. Há dezenas de alternativas no mercado (é só pesquisar). Vou dar dois exemplos:

RESCUE TIME – não é, a rigor, um time sheet, pois nesta app você não precisa registrar nada. Basta baixar o aplicativo no smartphone e se cadastrar no site pelo computador, que o sistema irá lhe informar quanto tempo vc passa em cada atividade em cada um dos dois equipamentos (que programas usou, em que sites esteve “logado”, etc). Semanalmente, gera um relatório com esta análise, integrando tudo que você faz, fixo e mobile. É MUITO BOM.

YAST – o Rescue Time só “controla” o que vc faz com seus teclados e telas. E como, então, apropriar o tempo de reuniões e de contatos presenciais? O tempo em que cozinha, cuida da casa, medita, passa com os amigos, faz ginástica, etc? Ou seja, atividades em que você não usa seus equipamentos. O Yast é uma ótima solução. A exemplo do anterior, este aplicativo pode (e deve) ser usado no computador e no smartphone, mas provavelmente seu maior trunfo está no uso móvel. Basta você previamente criar projetos e atividades e, na hora em que está começando um deles, é só dar um toque na tela que o aplicativo começa a computar e a armazenar o tempo. Ao final da atividade, outro toque na tela e pronto. Depois, é só analisar a quantidade de minutos e horas que vc despendeu em cada atividade, diariamente e semanalmente.

Em ambos os casos, estes registros são valiosos. Vc provavelmente se surpreenderá com os resultados. Muitas tarefas levarão muito mais tempo do que sua percepção indicava. Outras tomarão muito mais horas e minutos do que previa. E, tudo somado, poderá ir fazendo os ajustes necessários para melhorar a relação com seu precioso tempo. Fique vigilante. E bom proveito!!!

sábado, 29 de novembro de 2014

PENSE MAIS RÁPIDO! É PERFEITAMENTE POSSÍVEL.



Você sabia que as pessoas inteligentes (com maior QI –Coeficiente de Inteligência) realmente pensam mais rápido do que as pessoas "normais? Essa foi a conclusão de um estudo com irmãos gêmeos realizado pela UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles). O estudo digitalizou partes específicas do cérebro usando um tipo de ressonância magnética (MRI).

O estudo mostra também uma influência genética deste par de habilidades inteligência /raciocínio rápido. A boa notícia é que ambas podem ser desenvolvidas. Com estimulação adequada, o cérebro pode nos capacitar a pensar mais rápido. Os pássaros sabem voar e as aranhas podem tecer delicadas teias. A nossa habilidade essencial é a a capacidade de adaptar-se e aprender. Veja abaixo algumas sugestões para pensar mais rápido, propostas pela consultora Laura Stack:

1. Concentre-se.
Esta era de se esperar, mesmo. Você provavelmente já percebeu que pode ser mais produtivo quando se concentra fortemente em um assunto, abstraindo-se de todo o resto. É claro que a concentração não pode ser mantida indefinidamente. Mas, por uma hora, ou até mais, você pode entrar num “transe de concentração” em que aumenta bastante a sua velocidade de pensamento. Tente se habituar a programar, com hora marcada, este tipo de foco concentrado em alguma questão importante para você.

2. Tenha aulas de interpretação.
Aulas de teatro podem realmente ajudá-lo na atividade mental, especialmente nos exercícios de improvisação. Se nos acostumarmos à exposição aberta, diante de grupos de pessoa, podemos desenvolver nossa habilidade de falar de muitas maneiras: projetando confiança, articulando sequencias de pensamento, mantendo o controle quando confrontados com uma platéia e aprendendo a responder mais rapidamente às perguntas do público.

3. Exercite sua memória.
Apesar de seu cérebro não ser um músculo, por meio de exercícios, iremos ajudá-lo a se desenvolver. Suas células cerebrais vão forjar novas conexões entre si, aumentando a velocidade de acesso às informações e a rapidez de raciocínio. Você vai encontrar inúmeros sites on-line para ajudá-lo a “alongar” seus músculos mentais e a manter seus neurônios ativos. Gosto muito do Lumosity.com. Faça uma desgustação gratis, Uma pesquisa recente sugere que palavras cruzadas aumentam a fluência no idioma, mas não desenvolvem a sua mente. Tente quebra cabeças e video games.

4. Coma chocolate amargo (acima de 70% é o ideal).
Sem brincadeira! O chocolate escuro/amrgo contém não apenas flavinoides e antioxidantes, que oferecem vários benefícios para a saúde, mas também estimula a produção natural da dopamina, que aumenta a velocidade de aprendizado e memória do seu cérebro. Aliás, comer bem, em geral, vai ajudá-lo a se sentir melhor, tornando o pensar mais fácil; e comer peixes e produtos frescos, em particular, também irá melhorar a função cerebral.

5. Aprenda algo novo... e o faça repetidamente.
Quando você aprende uma nova tarefa, o próprio cérebro recombina seus circuitos neurais, muitas vezes com conseqüências interessantes. Você não apenas aprende mais, mas também pode desenvolver atalhos entre os neurônios que contêm informações diferentes. Quando você repetir a tarefa, ele ajuda a “queimar” aquelas novos traçados em sua rede neural. Um exemplo: a dança. Ela parece ajudar doentes de Alzheimer; quem sabe lhe inspira numa apresentação de negócios?

6. Aprendar um novo idioma.
É uma capítulo à parte, no terreno das novas habilidades. Este aprendizado nos expõe a uma nova maneira de pensar. Alguns lingüístas e neurologistas acreditam que nosso idioma nativo estabelece nossos padrões de pensamento para a vida. Se é assim, então uma nova linguagem, especialmente uma radicalmente diferente da nossa, pode realmente mudar bastante as coisas.

Você há de ponderar: tudo isso toma tempo e eu já tenho tão pouco… Trate então estas ideias como investimento. Um investimento com retorno garantido, uma vez que todas essas proposições visam um aumento da sua produtividade, ajudando-o a “economizar” tempo.

Não se esqueça que passar mais tempo com a família e amigos – uma das consequencias desta “economia” - tende a melhorar o seu humor e limpar circuitos mentais congestionados. Abrir-se com os outros pode também ajudá-lo a relaxar, que é quando sua mente subconsciente vai assumer e criar respostas e soluções quando você menos esperar.

(traduzido e adaptado do texto original de Laura Stack em
http://theproductivitypro.com/blog/2014/11/get-your-neurons-in-gear-how-to-think-faster)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Quer economizar tempo? Cuide das frações de segundo!


A má notícia:

Não tem mágica. Está cada vez mais difícil "salvarmos" tempo, em meio à saturação de atividades e de informações que nos cercam. Quer um exemplo? A revista Time desta semana menciona que, segundo estudo recente, a maioria dos profissionais passa quase um terço do seu tempo simplesmente lidando com a enxurrada diária de emails.

Se queremos "economizar" tempo para fazer aquilo que estamos querendo e não conseguindo, vai ter que ser de grão em grão. Ou seja, de segundo em segundo, de fração de segundo em fração de segundo.

A boa notícia:

Em praticamente em todas as nossas atividades, dá para fazer isso, se ficarmos de fato ligados no assunto. São as palavras e frases a menos nas conversas telefonicas, mantendo-se a objetividade. São algumas postagens a menos nas redes sociais, resistindo-se à tentação de opinarmos ou reagirmos a "tudo" que conosco compartilham. É a manutenção do foco no que estamos fazendo, evitando-se divagações inóquas ou sem propósito. É termos à mão tudo que precisamos, antes de começar uma atividade (que pode ser a preparação de uma complexa apresentação no trabalho ou cozinhar para o jantar de hoje à noite). É ouvirmos com cuidado o que os outros nos falam, evitando-se mal entendidos ou retrabalhos. É aproveitar uma brecha para fazer uma pausa revigorante, que pode aumentar consideravalemnte nossa produtividade nas horas seguintes. É sabermos como driblar hábitos indesejáveis como a procastinação ou a dificuldade de dizer não. É conhecermos ferramentas de produtividade que podem nos ajudar a lidar com as tarefas corriqueiras do dia-a-dia. Esta mesma matéria da revista Time a que nos referimos há pouco fala de alguma delas, que serão objeto próxima postagem do Vigilantes do Tempo.

Enfim, trata-se de ganhar tempo no "varejo", já que no atacado está cada vez mais complicado.

Mas, de bocado em bocado, de gota em gota, temos a chance de garantirmos algum bloco de horas significativo, que irá contribuir para a realização de nossos desejos, sonhos e metas.




quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Caçadores do tempo perdido



Numa das cenas iniciais do primeiro filme (e, pra mim, o melhor) do Indiana Jones, há aquela sequencia antológica do herói tentando sair da gruta de onde havia roubado uma preciosa relíquia, num corre-corre inesquecível. Primeiro, para sair de uma das câmaras da caverna, cujas grades se fechavam (e no ultimo instante ainda “salvando” seu chicote). Depois, a desabalada carreira para escapar da gigantesca bola de pedra que descia velozmente em sua direção.

Acho estas cenas uma boa metáfora para o estilo de vida que temos escolhido, nos dias de hoje. Para conseguir alguma preciosidade (bens, sucesso, poder), a gente está disposta a acelerar e a assumir surpreendentes riscos (como o stress e a saúde).

Só que, ao contrário do professor-arqueólogo-herói, nossas “preciosidades”, que tanto nos seduzem, costumam ser efêmeras e de valor discutível. Perda de tempo em estado puro.

O “Caçadores da Arca Perdida” traz outras ótimas analogias que podem nos ajudar numa reflexão sobre o uso do nosso tempo: o medo, por exemplo (de errar, de desapontar, etc), raiz de muitos de nossos piores hábitos de desperdício de tempo (como a procrastinação). No caso de Indiana, há o medo de cobras. E ele tem que enfrentar não uma, mas milhares delas, para continuar avançando rumo a seu heróico objetivo.

Em outra sequencia inesquecível, diante de um feroz adversário brandindo, ameaçadoramente, sua ágil espada em direção a ele e seu chicote, Jones acaba optando por sacar o revolver e “liquidar” rapidamente o “assunto”, com um tiro. Muitas vezes, nos complicamos com as ferramentas à nossa disposição (como é o caso da tecnologia), sem lembrar daquelas soluções mais simples, diretas e eficazes.

Mas, talvez, uma das lições mais fortes está no próprio enredo. Contratado para encontrar a Arca da Aliança, que segundo as escrituras bíblicas conteria "Os Dez Mandamentos", Jones passa a maior parte da trama disputando o cobiçado tesouro com os nazistas. Não era pra menos. Segundo a lenda, o exército que a possuísse seria invencível. Quando aberta, depois de tanta briga, a Arca se mostra mortal para aqueles que não resistem à tentação de conhecer seu conteúdo.

Passamos anos de nossas vidas correndo atrás de algum objetivo “miraculoso”, algo grandioso que nos transformará e nos trará um grande poder. Ao abrirmos nossa “Arca”, muitas vezes tudo o que encontramos é frustração. É como se tivéssemos lutado para subir até o último degrau de uma íngreme escada encostada na parede; só que ao lá chegarmos, constatamos que era a parede errada. Um irrecuperável tempo perdido...

Ironicamente, o filme acaba com a Arca - resgatada por Jones - “perdida” num remoto e imenso armazem, como que “enterrada” para sempre, junto com seus pretensos poderes.

Mas para nosso Indiana, isso não importa. Outras aventuras e novas conquistas o esperam. Tão importante como a próxima parada, é o sabor das “diversão” ao longo do caminho.

(Imagens de divulgação do filme Caçadores da Arca Perdida)  

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Dieta de Tempo


Ivo Pitanguy, falando da consciência que temos da passagem de tempo em nossos corpos: “Existe uma ilusão do tempo com a qual convivemos e que faz com que as pessoas não se vejam dentro da sua própria forma, mas sim de uma forma diferente. Algumas, para melhor, que são aquelas de sucesso, que se vêem bonitas e como tal se comportam. Outras, bonitas, se comportam como feias e acabam ficando feias e mais velhas. É a chamada dismorfobia”. Dietas, exercícios e outras práticas tentam lidar com isto.

Não existe, porém, uma dietética do tempo. Mas ela faz falta. “Dificuldades com o tempo são tão nocivas quanto a superalimentação. Úlcera, ataques cardíacos e câncer nascem na esteira do stress, que é para o tempo o mesmo que a obesidade” (Servan- Schriber) .

Consumimos calorias em excesso com a mesma displicência e irresponsabilidade que desperdiçamos tempo, especialmente às voltas com o excesso de informação que a tecnologia hoje nos proporciona. O que me inquieta é que poucas pessoas conseguem reunir a mesma força de vontade que tem para dietas, na busca de uma melhoria de seu uso de tempo.

Dê um tratamento dietético ao tempo. Faça um “regime”. Consuma apenas os “alimentos e bebidas” que o manterão em “forma” (isto é. aqueles consumos de tempo que tenham a ver com seus propósitos de vida).

Quem atinge seus objetivos e equilibra seus diferentes papéis tem muito em comum com aquele que consegue sucesso nas suas dietas e nos seus programas de condicionamento físico. A vida para ele é muito mais leve que para os demais.

Portanto, comece ainda hoje sua Dieta de Tempo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O que você quer ser quando crescer?



Sempre tive muita dificuldade de entender porque optei em entrar para a Marinha, quando tinha apenas 14 anos- e lá ficar por uma década. Esses dias, achei um velho caderno de desenho, de quando tinha uns 7 ou 8 anos. Tinha uns caubóis x índios, alguns castelos, cenas urbanas, espadachins, entre outras visões típicas de menino. Aí me deparei com alguns desenhos de navios, sempre com um intrigante canhão, como neste aí reproduzido. Seria uma navio de guerra? Mesmo sem desvendar o mistério daquela primeira opção profissional, dava pistas de que a atração era, pelo menos, bem antiga. 

O fato é que basta a criança encorpar um pouquinho e lá vem a perguntinha chata. E raramente aa lista permanece a mesma, até a vida obrigar as escolhas serem feitas pra valer.

Hoje, milhões de adultos também estão em busca de uma boa resposta para a mesma pergunta. Estão de olho numa mudança de profissão, de emprego, de atividade, insatisfeitas com o caminho que seguiram até aqui.É uma pergunta que continua sendo difícil de responder, pois implica em autoconhecimento, num certo descondicionamento, numa abertura de cabeça para novas alternativas. E requer ainda alguma abstração e uma boa dose de coragem.

Para que você quer mais tempo, afinal?

Esta indagação é a minha maneira de começar a abordar esta questão, em workshops e palestras. Afinal, o tempo é uma ótima ferramenta para operar mudanças dessa natureza.

A boa notícia é que estamos, em princípio, aptos para esta “viagem”. Os seres humanos são as únicas criaturas que se preocupam com o que aconteceu antes de nascerem e especulam sobre o que acontecerá depois que se forem. “Ao homem é possível interligar o ontem ao amanhã. Pode compreender o instante atual como extensão de um passado e se torna apto a reformular suas intenções e a adotar certos critérios para futuros comportamentos” (Fayga Ostrower).

Por que não começar a desenhar um novo futuro para sua vida? Imaginar cenários, fazer indagações, explorar possibilidades. A criança permanece dentro de nós, ainda que soterrada por responsabilidades e dilemas que vão se acumulando. Será que não está na hora de redescobri-la?

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Como "Vigilantes do Tempo" pode te ajudar


Criei esse site para que eu e vocês possamos fazer parte de uma comunidade de pessoas que não querem mais seguir vivendo com a sensação - e o consequente impacto - de que não têm tempo para “nada”. Os dias NÃO estão ficando mais curtos. Nós é que criamos armadilhas e estamos sofrendo com as frustrações de uma vida corrida e sem sentido.

Sabemos que não é fácil sair dessas armadilhas, mas não precisamos continuar nos conformando com a situação.

Aqui você vai ler sobre como:

- Descobrir seu Propósito e definir seus objetivos. Para que você quer ter mais tempo, afinal?

- Criar novos Hábitos que possam se sobrepor àqueles que são fonte de desperdício e improdutividade.

- Saber usar uma boa Caixa de Ferramentas para fazer as melhores escolhas entre o frenético “isto ou aquilo?” de nossos dias.

- Desenvolver a habilidade de manter o Foco e a Atenção no Agora, por meio da sintonia do cérebro na velocidade ideal.

- Aprender a renovar sua Energia - física, mental, emocional e espiritual- de modo a combater o estresse do tempo.

Aqui e nos demais canais "Vigilantes do Tempo" você terá também a oportunidade de trocar informações com outras pessoas que enfrentam dificuldades semelhantes na utilização do seu tempo e querem se desenvolver e se aprimorar. Compartilhar é uma ótima oportunidade para aprender.

Os itens acima representam os pilares dos Vigilantes do Tempo para a produtividade e realização pessoal.