sábado, 20 de fevereiro de 2016

O estresse que vem do passado e do futuro



O texto desta ilustração, de Richard Carlson e Joseph Bailey (“No ritmo da vida”), resume muito bem o poder imobilizador do estresse provocado pelo tempo.

De um lado, a enorme quantidade de variáveis com as quais lidamos a cada dia; uma avalanche de informações e de estímulos, o “milhão de amigos” com os quais nos relacionamos e as demandas que insistem em disputar nossa atenção.

Por outro lado, a aceleração da vida. Tudo tem que ser feito já, agora, em tempo rea,l e não paramos de correr, ainda que nem sempre saibamos exatamente atrás de que estamos correndo tanto.

O resultado cada vez mais comum desse quadro estressante é que as emoções ligadas ao passado e futuro nos drenam muita energia.

Raiva (de pessoas e situações que lhe impuseram suas prioridades), frustração (de não ter feito o que gostaria), arrependimento (de ter deixado para depois coisas que acabaram não sendo feitas), tristeza (por estar percebendo sua vida sem sentido) e culpa (por ter desperdiçado o tempo em coisas irrelevantes) são estados emocionais típicos de nossa conexão intensa com o passado.

Na outra ponta, as emoções que a antecipação do futuro nos trazem: as preocupações, o medo e, principalmente, a ansiedade, por nos sentirmos inseguros e incapazes de darmos conta de tantas demandas e por temermos de que nossa velocidade de decidir e agir não será nunca suficiente para responder a todos os desafios.

Quanto de nosso dia, de nossa semana, de nossos meses, enfim, de nossa vida é gasto com essas emoções? Quanto de nossa força é consumida nesses momentos?

Saber gerenciar o estresse faz parte do nosso processo de gerenciamento de tempo.

Além disso, o estresse é um combustível notório de muitas doenças crônicas que assolam nossa sociedade. Por exemplo, baixa a imunidade, favorecendo os ataques de vírus; provoca hipertensão e outras disfunções cardíacas; é fonte de depressão. Enfim, a lista é grande. Quem já passou – ou viu alguém próximo passar - por qualquer dessas dificuldades, sabe os gigantescos blocos de tempo que tomam o sofrimento gerado e o tratamento.

Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food tem um belo conselho sobre isso: “É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas”.

Daí a importância das pausas, do sono, da respiração; da consciência do que de fato queremos da vida; da nossa habilidade em estarmos com nossa atenção sempre focada no presente.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Acordando para uma nova maneira de encarar o tempo


Lembra do slogan dos colchões Orthobon? "1/3 de sua vida você passa sobre ele”. E é verdade. 1/3 da vida – ou algo parecido - é dedicado a um complexo e delicado processo de regeneração, em que verdadeiros milagres ocorrem dentro de nós e na natureza ao nosso redor.

Sentia-me, de fato, descansado, naquela manhã. Meu corpo e minha mente haviam se recuperado e estava bem disposto para viver um novo dia. Sabia que células haviam se renovado em várias partes do corpo e, à revelia de não estar consciente, todos os sistemas vitais se mantiveram em perfeito funcionamento. Meu sistema imunológico havia se fortalecido e até processos de cura ocorreram (um pequeno corte nas mãos havia nitidamente se fechado um pouco mais, desde o dia anterior). Sonhos haviam cumprido a sua missão de reestruturar minha memória e ajudar a reorganizar minha mente.

De repente, veio o “estalo”.

Dormir pode ser visto como uma espécie de “morte” temporária, durante o lapso de horas que separa dois dias distintos. Acordar é, assim, um belo momento de renascimento, quase uma ressurreição, de que raramente nos damos conta. Renascer não para uma repetição do dia anterior, mas, sim, para uma nova oportunidade de realização. E o que é melhor: a cada dia temos esse maravilhoso direito de escolha: o que fazer a cada momento, a cada novo agora. É trocar a angústia e a ansiedade da nossa percepção de que o tempo está passando, inexorável, pela valorização destas horas com as quais somos aquinhoados todos dos dias.

Este tempo que se renova é uma maneira de encarar a vida que rompe com a lógica do tempo linear, aquele que nunca para. É certo que envelhecemos com o desenrolar da vida – e esta é a única grande certeza que podemos ter – mas, este tempo reciclado, a cada noite, nos ajuda a substituir o sofrimento pela perspectiva da morte, pela confiança e a alegria de viver um novo dia. Afinal, além de nos regenerarmos durante o sono, podemos nos beneficiar de cada experiência que acumulamos diariamente.

Mas outras coisas ocorrem durante as madrugadas. Enquanto dormimos, a natureza continua trabalhando e disso também nos beneficiamos: o movimento do universo, a energia do sol e da lua, o ar, os oceanos, as florestas. Como nós, a natureza se renova.

Se, ao acordarmos, tivermos consciência da nossa natureza e da natureza que nos cerca, saberemos fazer escolhas mais inspiradas para usar os preciosos minutos com que somos presenteados a cada dia.

Portanto, cuide bem do seu sono!! E acorde!!!

Imagem: http://www.mildicasdemae.com.br/2015/08/o-que-fazer-quando-o-bebe-acorda-muitas-vezes-durante-a-noite.html

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Irene encontrou hora para meditação

Perfil de Vigilante


Irene Monteiro

Irene realiza um trabalho terapêutico interessantíssimo com grupos de mulheres que desejam se conhecer melhor e promover mudanças significativas em suas vidas.

Seu tempo profissional se divide, assim, entre dois universos bem distintos: os estudos, a produção dos conteúdos e a preparação pessoal para os workshops que conduz, atividades feitas em casa, “competindo” com as demais tarefas domésticas; e os compromissos estruturados, fora de casa, com dia e hora previamente fixados na agenda, em que efetivamente trabalha com os diferentes grupos.

Na sua busca de um melhor relacionamento com o tempo, ganhou maior consciência sobre a maneira como suas horas estavam/estão sendo utilizadas e se propôs a fazer mudanças.

Uma delas: delegar a produção de postagens na sua página profissional no Facebook (Roda de Lobas), que agora são feitas por uma pessoa contratada. Conseguiu também otimizar sua agenda em locais que exigem maior deslocamento, agrupando os compromissos em determinados dias da semana. E melhorou a sua relação com ferramentas tecnológicas que têm, numa medida equilibrada, aumentado sua eficácia, especialmente na comunicação.

O principal objetivo era, entretanto, conseguir incorporar a MEDITAÇÃO na sua vida. Ela tinha convicção de que precisava desta atividade regularmente para manter-se equilibrada e saudável. Estava, inclusive frequentando um grupo de estudos meditativos, em que tinha a oportunidade de praticar, uma vez por semana, diferentes técnicas. Mas em casa, sozinha, não havia jeito de acalmar a mente, sempre povoada de pensamentos sobre as mil atividades da sua rotina diária.

A solução que encontrou foi numa mudança de HÁBITO. Passou a acordar uma hora mais cedo, TODOS os dias, que começam sempre, justamente pela meditação. Na quietude e no silêncio da casa, começou a progredir na sua prática, cada vez com mais efetividade. Hoje, com o coração alegre, tem consciência de que se tornou uma autêntica meditante. E começou um curso avançado, em que espera se tornar uma mestra no assunto.

Irene continua querendo mais horas para si, especialmente para a leitura e atualização. Como não tem empregada, queixa-se do tempo que lhe tomam as tarefas domésticas e “resmunga” do marido, que poderia ajuda-la mais. Como conheço muito bem o casal e sei do seu excepcional relacionamento amoroso, tenho sempre aconselhado:

- Relaxa, amiga. Mr. J, com seu companheirismo e seu amor, lhe traz mil outras formas de energia positiva, que compensam esta deficiência e, de alguma maneira, lhe ajudam nas suas escolhas para ser mais eficaz no uso do tempo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

TUDO VIROU URGENTE! E AGORA?


A jornalista, escritora e film maker ELIANE BRUM, em recente entrevista à Folha de São Paulo, fez uma colocação bastante interessante sobre o que estamos vendo acontecer ao nosso redor:

"As pessoas perderam o sentido da urgência. Tudo virou urgente. E quando tudo vira urgente, nada é urgente".

Eliane aponta que as pessoas estão perdendo a sensibilidade para o que é prioritário na vida de cada um.

As razões são conhecidas. Excesso de informação, excesso de consumismo, excesso de comunicação (especialmente decorrente da tecnologia). Todos esperam, mesmo que não precisem, respostas rápidas pra suas demandas. E todos querem dar resposta rápida aos estímulos e demandas que recebem. É o mundo em tempo real. A pressa absoluta.

Saber o que é, de fato, importante em meio a tantas urgências, reais ou não,  está se tornando o grande desafio das nossas vidas. As escolhas que fazemos são cada vez são mais frequentes. A pergunta "É isto ou aquilo? " aparece a cada poucos minutos, tendendo à casa dos segundos.

- Continuo esta leitura ou dou uma olhada no Whatsup que acabou de entrar?
- Abro meus emails agora ou chego na reunião uns minutinhos antes para ir aquecendo o assunto com o grupo?
- Continuo dirigindo ou atendo esta chamada?

Enfim, a lista é interminável e vai crescendo com o nosso engajamento em mais atividades, mais frentes de ação, em mais áreas de interesse.

Como  desenvolvemos nossas novas habilidades nessa emergente Arte de fazer escolhas.      

Eliane Brum, por exemplo,  tomou uma decisão radical, após deixar suas atividades de jornalista em grandes veículos, onde tinha expediente diariamente. NÃO USA MAIS CELULAR. Isto mesmo. Até possui um aparelho mas este permanece desligado. A mensagem da secretária eletrônica diz  “não uso o celular, por favor me mande um e-mail”

Ela justifica: "Eu tenho a consciência de que não sou imprescindível.  Eu não tenho a arrogância de pensar que todo mundo precisa me encontrar de imediato. Para mim, a melhor maneira de me comunicar é o e-mail. Para muita gente é coisa antiga, mas eu gosto porque escolho a hora de ler e sei que não estou invadindo o espaço do outro, porque ele também pode escolher quando quer abrir e quando quer me responder. Às vezes, a gente precisa pensar para responder. Ser acessível a qualquer momento é, para mim, insuportável".

É um ponto de vista radical, mas que parece fazer muito sentido para Eliane. Ela continua produzindo muito, nos seus múltiplos papéis e tudo com muita qualidade.

Na TV, dia desses vi uma  reportagem sobre programas de "desintoxicação" de tecnologia, notadamente o smartphone. Exercícios físicos, meditação e muita conversa entre os participantes eram os ingredientes para combater o quase vício daquelas pessoas.  Vício, a meu ver,  muito determinado pela URGÊNCIA que a tecnologia acaba,sem querer, trazendo junto com ela.

Será que não está na hora de você também repensar esta questão?  


sábado, 7 de março de 2015

Nove coisas para fazer antes de dormir


Lembra das canções de ninar? Pois é, elas têm uma grande importância na vida dos bebês. Com os adultos não é muito diferente. A última coisa que fazemos antes de dormir tende a ter um impacto significativo sobre nosso nível de humor e energia no dia seguinte, já que muitas vezes determina o quão bem e quanto dormimos.
É por isso que a rotina antes de pegar no sono é um ritual chave para pessoas bem sucedidas.

1. Elas leem
Muitos líderes empresariais bloqueiam tempo antes de dormir para ler, como um "item não negociável" em sua agenda. E aí, cada um lê o que gosta: livros de negócios, biografias, romances, filosofia ou outras leituras que considerem inspiradoras e que ajudem a desligar do dia que termina.

2. Elas fazem uma lista de coisas a fazerLimpar a mente para uma boa noite de sono é fundamental para um monte de pessoas bem-sucedidas. Elas vão aproveitar este momento para escrever uma lista de itens para enfrentar no dia seguinte, evitando que estes pensamentos acabem invadindo sua mente durante a noite.

3. Elas passam o final do dia com a família
Michael Woodward, Ph.D., psicólogo organizacional diz que é importante destinar algum tempo para conversar com o seu parceiro, com seus filhos e até brincar com seu cão. E um momento prazeroso para isso é o finalzinho do dia. Sempre que podem as pessoas de sucesso não perdem a chance. Como disse Guimarães Rosa: “Qualquer amor já é um pouquinho de saúde e descanso da loucura”.

4. Elas refletem sobre o dia
Antes de dormir, relembram as principais coisas que aconteceram no dia, fazendo um balanço de como agiram e como se sentiram. Este hábito também lembra as pessoas do progresso que eles fizeram naquele dia e as mantém motivadas

5. Elas meditam
Quinze a vinte minutos de meditação antes de irem para a cama é uma ótima maneira de relaxar o corpo e aquietar a mente.

6. Elas planejam o sono
É comum pessoas muito ocupadas terem déficits crônicos. É preciso então criar hábitos para dar prioridade ao descanso. Uma maneira de fazer isso é ir para a cama à mesma hora todas as noites. Outra prática é colocar um alarme para avisar a hora de se preparar para dormir, de modo a garantir um número satisfatório de horas de sono.

7. Elas se desligam e se desconectam do trabalho
Isso mesmo. As pessoas verdadeiramente sucedidas fazem qualquer coisa menos trabalhar na hora de dormir. Não ficam, por exemplo, verificando obsessivamente seu e-mail até a hora de desligar a luz do abajur, para evitar ir para a cama com um deles fervilhando na cabeça. Dê-se um limite de horário para encerrar de fato o expediente.

8. Elas se deitam com algo positivo
É fácil cair na armadilha de fica remoendo situações negativas que aconteceram durante o dia e que a pessoa gostaria de ter tratado de forma diferente. Independentemente de quão mal o dia correu, as pessoas bem sucedidas geralmente conseguem evitar a espiral pessimista de pensamentos negativos, porque elas sabem que só irá criar mais stress.
Dedicam algum tempo para refletir sobre os momentos positivos do dia e celebrar o sucesso, mesmo que eles eram poucos e distantes entre si.

9. Elas projetam o sucesso de amanhã.
Muitas pessoas bem sucedidas investem alguns minutos antes de dormir para imaginar um desdobramento positivo para os projetos em que estão trabalhando. E o mais interessante: fazem isso como um hábito natural, não como um tarefa ou exercício forçado.

Texto de Jacquelyn Smith
Traduzido e adaptado de http://jobs.aol.com/articles/2015/03/02/bedtime-habits-for-success/

Foto:http://cama-amarela.blogspot.com.br/2014/01/cabeceira-de-cama-de-paletes.html





quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

JÁ FEZ SEU TIME SHEET HOJE?


Tem gente que faz todo dia e não gosta. São aqueles “obrigados” a registrar detalhadamente o uso do seu tempo no trabalho – time sheet- em empresas que usam esta informação para saber onde estão sendo alocados seus recursos humanos. Muitos funcionários se sentem controlados demais por causa disso.

Tem gente que nem faz mas, às vezes, não gosta. São os clientes de organizações que cobram serviços com base no tempo despendido na sua execução, como os consultores e advogados. Nem sempre os clientes concordam com os totais de horas que lhes foram faturadas. Mas nos prestadores de serviço cria-se, internamente, uma saudável cultura de registro de horas utilizadas para cada tarefa.

Usei a palavra saudável porque entendo o registro de horas, mesmo para quem não se enquadra em nenhuma das situações acima, como uma excelente ferramenta de diagnóstico sobre o próprio uso do tempo. Esta consciência de onde estamos “gastando” tempo permite ajustes e modificações nos nossos hábitos indesejáveis e, consequentemente, maior eficácia em geral. “Antigamente”, isso era complicado, quase impensável. Manter por escrito estes registros representava um “sacrifício” enorme. Uma chatice.

Hoje, graças à tecnologia, é um processo muito simples. Há dezenas de alternativas no mercado (é só pesquisar). Vou dar dois exemplos:

RESCUE TIME – não é, a rigor, um time sheet, pois nesta app você não precisa registrar nada. Basta baixar o aplicativo no smartphone e se cadastrar no site pelo computador, que o sistema irá lhe informar quanto tempo vc passa em cada atividade em cada um dos dois equipamentos (que programas usou, em que sites esteve “logado”, etc). Semanalmente, gera um relatório com esta análise, integrando tudo que você faz, fixo e mobile. É MUITO BOM.

YAST – o Rescue Time só “controla” o que vc faz com seus teclados e telas. E como, então, apropriar o tempo de reuniões e de contatos presenciais? O tempo em que cozinha, cuida da casa, medita, passa com os amigos, faz ginástica, etc? Ou seja, atividades em que você não usa seus equipamentos. O Yast é uma ótima solução. A exemplo do anterior, este aplicativo pode (e deve) ser usado no computador e no smartphone, mas provavelmente seu maior trunfo está no uso móvel. Basta você previamente criar projetos e atividades e, na hora em que está começando um deles, é só dar um toque na tela que o aplicativo começa a computar e a armazenar o tempo. Ao final da atividade, outro toque na tela e pronto. Depois, é só analisar a quantidade de minutos e horas que vc despendeu em cada atividade, diariamente e semanalmente.

Em ambos os casos, estes registros são valiosos. Vc provavelmente se surpreenderá com os resultados. Muitas tarefas levarão muito mais tempo do que sua percepção indicava. Outras tomarão muito mais horas e minutos do que previa. E, tudo somado, poderá ir fazendo os ajustes necessários para melhorar a relação com seu precioso tempo. Fique vigilante. E bom proveito!!!

sábado, 29 de novembro de 2014

PENSE MAIS RÁPIDO! É PERFEITAMENTE POSSÍVEL.



Você sabia que as pessoas inteligentes (com maior QI –Coeficiente de Inteligência) realmente pensam mais rápido do que as pessoas "normais? Essa foi a conclusão de um estudo com irmãos gêmeos realizado pela UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles). O estudo digitalizou partes específicas do cérebro usando um tipo de ressonância magnética (MRI).

O estudo mostra também uma influência genética deste par de habilidades inteligência /raciocínio rápido. A boa notícia é que ambas podem ser desenvolvidas. Com estimulação adequada, o cérebro pode nos capacitar a pensar mais rápido. Os pássaros sabem voar e as aranhas podem tecer delicadas teias. A nossa habilidade essencial é a a capacidade de adaptar-se e aprender. Veja abaixo algumas sugestões para pensar mais rápido, propostas pela consultora Laura Stack:

1. Concentre-se.
Esta era de se esperar, mesmo. Você provavelmente já percebeu que pode ser mais produtivo quando se concentra fortemente em um assunto, abstraindo-se de todo o resto. É claro que a concentração não pode ser mantida indefinidamente. Mas, por uma hora, ou até mais, você pode entrar num “transe de concentração” em que aumenta bastante a sua velocidade de pensamento. Tente se habituar a programar, com hora marcada, este tipo de foco concentrado em alguma questão importante para você.

2. Tenha aulas de interpretação.
Aulas de teatro podem realmente ajudá-lo na atividade mental, especialmente nos exercícios de improvisação. Se nos acostumarmos à exposição aberta, diante de grupos de pessoa, podemos desenvolver nossa habilidade de falar de muitas maneiras: projetando confiança, articulando sequencias de pensamento, mantendo o controle quando confrontados com uma platéia e aprendendo a responder mais rapidamente às perguntas do público.

3. Exercite sua memória.
Apesar de seu cérebro não ser um músculo, por meio de exercícios, iremos ajudá-lo a se desenvolver. Suas células cerebrais vão forjar novas conexões entre si, aumentando a velocidade de acesso às informações e a rapidez de raciocínio. Você vai encontrar inúmeros sites on-line para ajudá-lo a “alongar” seus músculos mentais e a manter seus neurônios ativos. Gosto muito do Lumosity.com. Faça uma desgustação gratis, Uma pesquisa recente sugere que palavras cruzadas aumentam a fluência no idioma, mas não desenvolvem a sua mente. Tente quebra cabeças e video games.

4. Coma chocolate amargo (acima de 70% é o ideal).
Sem brincadeira! O chocolate escuro/amrgo contém não apenas flavinoides e antioxidantes, que oferecem vários benefícios para a saúde, mas também estimula a produção natural da dopamina, que aumenta a velocidade de aprendizado e memória do seu cérebro. Aliás, comer bem, em geral, vai ajudá-lo a se sentir melhor, tornando o pensar mais fácil; e comer peixes e produtos frescos, em particular, também irá melhorar a função cerebral.

5. Aprenda algo novo... e o faça repetidamente.
Quando você aprende uma nova tarefa, o próprio cérebro recombina seus circuitos neurais, muitas vezes com conseqüências interessantes. Você não apenas aprende mais, mas também pode desenvolver atalhos entre os neurônios que contêm informações diferentes. Quando você repetir a tarefa, ele ajuda a “queimar” aquelas novos traçados em sua rede neural. Um exemplo: a dança. Ela parece ajudar doentes de Alzheimer; quem sabe lhe inspira numa apresentação de negócios?

6. Aprendar um novo idioma.
É uma capítulo à parte, no terreno das novas habilidades. Este aprendizado nos expõe a uma nova maneira de pensar. Alguns lingüístas e neurologistas acreditam que nosso idioma nativo estabelece nossos padrões de pensamento para a vida. Se é assim, então uma nova linguagem, especialmente uma radicalmente diferente da nossa, pode realmente mudar bastante as coisas.

Você há de ponderar: tudo isso toma tempo e eu já tenho tão pouco… Trate então estas ideias como investimento. Um investimento com retorno garantido, uma vez que todas essas proposições visam um aumento da sua produtividade, ajudando-o a “economizar” tempo.

Não se esqueça que passar mais tempo com a família e amigos – uma das consequencias desta “economia” - tende a melhorar o seu humor e limpar circuitos mentais congestionados. Abrir-se com os outros pode também ajudá-lo a relaxar, que é quando sua mente subconsciente vai assumer e criar respostas e soluções quando você menos esperar.

(traduzido e adaptado do texto original de Laura Stack em
http://theproductivitypro.com/blog/2014/11/get-your-neurons-in-gear-how-to-think-faster)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Quer economizar tempo? Cuide das frações de segundo!


A má notícia:

Não tem mágica. Está cada vez mais difícil "salvarmos" tempo, em meio à saturação de atividades e de informações que nos cercam. Quer um exemplo? A revista Time desta semana menciona que, segundo estudo recente, a maioria dos profissionais passa quase um terço do seu tempo simplesmente lidando com a enxurrada diária de emails.

Se queremos "economizar" tempo para fazer aquilo que estamos querendo e não conseguindo, vai ter que ser de grão em grão. Ou seja, de segundo em segundo, de fração de segundo em fração de segundo.

A boa notícia:

Em praticamente em todas as nossas atividades, dá para fazer isso, se ficarmos de fato ligados no assunto. São as palavras e frases a menos nas conversas telefonicas, mantendo-se a objetividade. São algumas postagens a menos nas redes sociais, resistindo-se à tentação de opinarmos ou reagirmos a "tudo" que conosco compartilham. É a manutenção do foco no que estamos fazendo, evitando-se divagações inóquas ou sem propósito. É termos à mão tudo que precisamos, antes de começar uma atividade (que pode ser a preparação de uma complexa apresentação no trabalho ou cozinhar para o jantar de hoje à noite). É ouvirmos com cuidado o que os outros nos falam, evitando-se mal entendidos ou retrabalhos. É aproveitar uma brecha para fazer uma pausa revigorante, que pode aumentar consideravalemnte nossa produtividade nas horas seguintes. É sabermos como driblar hábitos indesejáveis como a procastinação ou a dificuldade de dizer não. É conhecermos ferramentas de produtividade que podem nos ajudar a lidar com as tarefas corriqueiras do dia-a-dia. Esta mesma matéria da revista Time a que nos referimos há pouco fala de alguma delas, que serão objeto próxima postagem do Vigilantes do Tempo.

Enfim, trata-se de ganhar tempo no "varejo", já que no atacado está cada vez mais complicado.

Mas, de bocado em bocado, de gota em gota, temos a chance de garantirmos algum bloco de horas significativo, que irá contribuir para a realização de nossos desejos, sonhos e metas.




quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Caçadores do tempo perdido



Numa das cenas iniciais do primeiro filme (e, pra mim, o melhor) do Indiana Jones, há aquela sequencia antológica do herói tentando sair da gruta de onde havia roubado uma preciosa relíquia, num corre-corre inesquecível. Primeiro, para sair de uma das câmaras da caverna, cujas grades se fechavam (e no ultimo instante ainda “salvando” seu chicote). Depois, a desabalada carreira para escapar da gigantesca bola de pedra que descia velozmente em sua direção.

Acho estas cenas uma boa metáfora para o estilo de vida que temos escolhido, nos dias de hoje. Para conseguir alguma preciosidade (bens, sucesso, poder), a gente está disposta a acelerar e a assumir surpreendentes riscos (como o stress e a saúde).

Só que, ao contrário do professor-arqueólogo-herói, nossas “preciosidades”, que tanto nos seduzem, costumam ser efêmeras e de valor discutível. Perda de tempo em estado puro.

O “Caçadores da Arca Perdida” traz outras ótimas analogias que podem nos ajudar numa reflexão sobre o uso do nosso tempo: o medo, por exemplo (de errar, de desapontar, etc), raiz de muitos de nossos piores hábitos de desperdício de tempo (como a procrastinação). No caso de Indiana, há o medo de cobras. E ele tem que enfrentar não uma, mas milhares delas, para continuar avançando rumo a seu heróico objetivo.

Em outra sequencia inesquecível, diante de um feroz adversário brandindo, ameaçadoramente, sua ágil espada em direção a ele e seu chicote, Jones acaba optando por sacar o revolver e “liquidar” rapidamente o “assunto”, com um tiro. Muitas vezes, nos complicamos com as ferramentas à nossa disposição (como é o caso da tecnologia), sem lembrar daquelas soluções mais simples, diretas e eficazes.

Mas, talvez, uma das lições mais fortes está no próprio enredo. Contratado para encontrar a Arca da Aliança, que segundo as escrituras bíblicas conteria "Os Dez Mandamentos", Jones passa a maior parte da trama disputando o cobiçado tesouro com os nazistas. Não era pra menos. Segundo a lenda, o exército que a possuísse seria invencível. Quando aberta, depois de tanta briga, a Arca se mostra mortal para aqueles que não resistem à tentação de conhecer seu conteúdo.

Passamos anos de nossas vidas correndo atrás de algum objetivo “miraculoso”, algo grandioso que nos transformará e nos trará um grande poder. Ao abrirmos nossa “Arca”, muitas vezes tudo o que encontramos é frustração. É como se tivéssemos lutado para subir até o último degrau de uma íngreme escada encostada na parede; só que ao lá chegarmos, constatamos que era a parede errada. Um irrecuperável tempo perdido...

Ironicamente, o filme acaba com a Arca - resgatada por Jones - “perdida” num remoto e imenso armazem, como que “enterrada” para sempre, junto com seus pretensos poderes.

Mas para nosso Indiana, isso não importa. Outras aventuras e novas conquistas o esperam. Tão importante como a próxima parada, é o sabor das “diversão” ao longo do caminho.

(Imagens de divulgação do filme Caçadores da Arca Perdida)  

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Dieta de Tempo


Ivo Pitanguy, falando da consciência que temos da passagem de tempo em nossos corpos: “Existe uma ilusão do tempo com a qual convivemos e que faz com que as pessoas não se vejam dentro da sua própria forma, mas sim de uma forma diferente. Algumas, para melhor, que são aquelas de sucesso, que se vêem bonitas e como tal se comportam. Outras, bonitas, se comportam como feias e acabam ficando feias e mais velhas. É a chamada dismorfobia”. Dietas, exercícios e outras práticas tentam lidar com isto.

Não existe, porém, uma dietética do tempo. Mas ela faz falta. “Dificuldades com o tempo são tão nocivas quanto a superalimentação. Úlcera, ataques cardíacos e câncer nascem na esteira do stress, que é para o tempo o mesmo que a obesidade” (Servan- Schriber) .

Consumimos calorias em excesso com a mesma displicência e irresponsabilidade que desperdiçamos tempo, especialmente às voltas com o excesso de informação que a tecnologia hoje nos proporciona. O que me inquieta é que poucas pessoas conseguem reunir a mesma força de vontade que tem para dietas, na busca de uma melhoria de seu uso de tempo.

Dê um tratamento dietético ao tempo. Faça um “regime”. Consuma apenas os “alimentos e bebidas” que o manterão em “forma” (isto é. aqueles consumos de tempo que tenham a ver com seus propósitos de vida).

Quem atinge seus objetivos e equilibra seus diferentes papéis tem muito em comum com aquele que consegue sucesso nas suas dietas e nos seus programas de condicionamento físico. A vida para ele é muito mais leve que para os demais.

Portanto, comece ainda hoje sua Dieta de Tempo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O que você quer ser quando crescer?



Sempre tive muita dificuldade de entender porque optei em entrar para a Marinha, quando tinha apenas 14 anos- e lá ficar por uma década. Esses dias, achei um velho caderno de desenho, de quando tinha uns 7 ou 8 anos. Tinha uns caubóis x índios, alguns castelos, cenas urbanas, espadachins, entre outras visões típicas de menino. Aí me deparei com alguns desenhos de navios, sempre com um intrigante canhão, como neste aí reproduzido. Seria uma navio de guerra? Mesmo sem desvendar o mistério daquela primeira opção profissional, dava pistas de que a atração era, pelo menos, bem antiga. 

O fato é que basta a criança encorpar um pouquinho e lá vem a perguntinha chata. E raramente aa lista permanece a mesma, até a vida obrigar as escolhas serem feitas pra valer.

Hoje, milhões de adultos também estão em busca de uma boa resposta para a mesma pergunta. Estão de olho numa mudança de profissão, de emprego, de atividade, insatisfeitas com o caminho que seguiram até aqui.É uma pergunta que continua sendo difícil de responder, pois implica em autoconhecimento, num certo descondicionamento, numa abertura de cabeça para novas alternativas. E requer ainda alguma abstração e uma boa dose de coragem.

Para que você quer mais tempo, afinal?

Esta indagação é a minha maneira de começar a abordar esta questão, em workshops e palestras. Afinal, o tempo é uma ótima ferramenta para operar mudanças dessa natureza.

A boa notícia é que estamos, em princípio, aptos para esta “viagem”. Os seres humanos são as únicas criaturas que se preocupam com o que aconteceu antes de nascerem e especulam sobre o que acontecerá depois que se forem. “Ao homem é possível interligar o ontem ao amanhã. Pode compreender o instante atual como extensão de um passado e se torna apto a reformular suas intenções e a adotar certos critérios para futuros comportamentos” (Fayga Ostrower).

Por que não começar a desenhar um novo futuro para sua vida? Imaginar cenários, fazer indagações, explorar possibilidades. A criança permanece dentro de nós, ainda que soterrada por responsabilidades e dilemas que vão se acumulando. Será que não está na hora de redescobri-la?

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Como "Vigilantes do Tempo" pode te ajudar


Criei esse site para que eu e vocês possamos fazer parte de uma comunidade de pessoas que não querem mais seguir vivendo com a sensação - e o consequente impacto - de que não têm tempo para “nada”. Os dias NÃO estão ficando mais curtos. Nós é que criamos armadilhas e estamos sofrendo com as frustrações de uma vida corrida e sem sentido.

Sabemos que não é fácil sair dessas armadilhas, mas não precisamos continuar nos conformando com a situação.

Aqui você vai ler sobre como:

- Descobrir seu Propósito e definir seus objetivos. Para que você quer ter mais tempo, afinal?

- Criar novos Hábitos que possam se sobrepor àqueles que são fonte de desperdício e improdutividade.

- Saber usar uma boa Caixa de Ferramentas para fazer as melhores escolhas entre o frenético “isto ou aquilo?” de nossos dias.

- Desenvolver a habilidade de manter o Foco e a Atenção no Agora, por meio da sintonia do cérebro na velocidade ideal.

- Aprender a renovar sua Energia - física, mental, emocional e espiritual- de modo a combater o estresse do tempo.

Aqui e nos demais canais "Vigilantes do Tempo" você terá também a oportunidade de trocar informações com outras pessoas que enfrentam dificuldades semelhantes na utilização do seu tempo e querem se desenvolver e se aprimorar. Compartilhar é uma ótima oportunidade para aprender.

Os itens acima representam os pilares dos Vigilantes do Tempo para a produtividade e realização pessoal.

domingo, 6 de julho de 2014

Você não é uma caixinha de música!

Mesmo os sistemas mais avançados de computação só podem ser programados pelo homem. De certa forma, eles não diferem muito de uma caixinha de música, daquelas que tem uma bailarina girando em cima, um exemplo bastante simples de uma programação que não pode ser modificada. Tanto a música que toca quanto o movimento feito pela bailarina estão condenados a se repetir eternamente.

Os bonecos que fazem parte do relógio instalado na torre da prefeitura de Munique dão o seu bonito espetáculo dia após dia, há séculos. Sempre com enorme capacidade de encantar as centenas de pessoas que têm a oportunidade de acompanhar - cabeças inclinadas para melhor olhar para cima - aquela gigantesca e complexa “caixinha de música”, que usa como “enredo” uma liça entre cavaleiros medievais.

Mas, felizmente, não somos uma caixinha de música, nem os protagonistas do mecanismo gigante de relojoaria da torre do City Hall de Munique. Ao contrário das máquinas, o nosso bio computador interno - pode programar e reprogramar nosso corpo e, principalmente, nosso cérebro.

É certo que somos suscetíveis à programação feita por outras pessoas, principalmente enquanto crianças ou adolescentes. Pais, professores e muitos acontecimentos relevantes imprimem “comandos” que, se permitirmos, nos acompanharão pelo resto da vida. Mas sabemos também que, ainda que de maneira às vezes trabalhosa e custosa, certas programações que não estão sendo mais úteis (de alguma forma foram, durante algum tempo ) podem ser trocadas por outras.

Monja Cohen é otimista quanto a este processo: “A gente se reprograma. Tem que ver como está programado, antes, como está funcionando. Tudo que acontece na nossa vida está nos mostrando um caminho. É preciso estarmos atentos e sentirmos o momento de fazermos as alterações, de agirmos de forma diferente”.

Somente um processo de reprogramação dinâmica, permanente, pode lidar com a velocidade de mudança do mundo atual, onde novos padrões poderão estar obsoletos com rapidez. E a variável tempo é a mais fácil e simples de ser acionada para que esta reprogramação se viabilize.

(Extraido do livro "Uma questão de Tempo", de Alvaro Esteves (Editora Objetiva)

terça-feira, 1 de julho de 2014

90 minutos x 24 horas: a nossa Copa!


Uma estatística chamou muito minha atenção, durante as transmissões de jogos da Copa: o tempo efetivo em que cada jogador estava com a posse da bola. Pouquíssimo. Fred, por exemplo, não chegava a dois minutos. Aí pensei bem e fiz as contas “teóricas”. Se por exemplo cada time fica com a posse de bola 50%, seriam 45 minutos por equipe. Divididos por 11, já seriam 4 minutos por cabeça (ou par de pés, não importa). Acontece que nem sempre a bola está em jogo. Está fora, sendo reposta por gandulas. Está parada nos corners, tiros de meta e faltas. Está à espera, enquanto se resolvem as reclamações. E está em trânsito, nos passes conscientes, ou nos chutões pra cima de qualquer maneira. O tempo liquido que cada jogador dispõe para fazer uma jogada genial – ou uma grande cagada – é MUITO pouco. São segundos para se decider por um drible, um passé certo, uma roubada de bola, um chute a gol, uma intercepção. É pra isso que eles treinam horas e horas, dia após dia- física, técnica e psicológicamente. Mas a HORA DA VERDADE é medida em frações de segundos. E são nesses instantes mágicos que as vitórias acontecem.

Na nossa relação pessoal com o tempo, há um paralelo bastante similar. Das 24 horas do dia, tirando-se o sono, a alimentação, as rotinas de higiene, já sai um naco bastante grande: 10, 11,12 horas? E o trabalho (no escritório ou em casa, nos serviços domésticos)? 8 horas? 10 horas. E os deslocamentos “obrigatórios”, para o trabalho, para a escola, para outras atividades? Mais outras duas horas? E do saldo restante, quanto tempo tomam outras obrigações que nos são impostas (pelo nosso sistema de vida, pela família, pelos compromissos sociais)? Enfim, talvez nos sobrem para fazer uma bela jogada alguns poucos minutos diariamente. Será que estamos preparados para usar bem este tempo? Será que tempos nítida consciência do que é fazer um gol (com relação ao nosso propósito de vida e nossos objetivos mais autênticos)?

Pois, é. É preciso estarmos preparados para nossas HORAS DA VERDADE. A “Copa do Mundo” de cada um de nós está sempre sendo jogada AGORA. É nossa Copa!! “É preciso estar atento e forte”, como dizia Caetano em “Divino Maravilhoso”. É preciso estarmos vigilantes.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

PORQUE VOCÊ ODEIA O TRABALHO?

Uma recente matéria publicada pelo New York Times, com o sugestivo título "Why you hate work" (Porque você odeia o trabalho) traz um cenário inquietante sobre a relação das pesssoas com o trabalho. O artigo usa como referência uma pequisa realizada com mais de 12.000 pessoas em vários paises e que tem no quadro abaixo algumas boas explicações, comparando o que as pessoas têm (coluna da esquerda) ou não têm (coluna da direita) quando estão no trabalho. 



Em um mundo com demandas crescentes e recursos limitados, as pessoas estão trabalhando mais horas, passando o dia inteiro “escravizadas” por dispositivos digitais, e tendo menos tempo para refletir, renovar e priorizar. Como resultado, elas estão se sentindo cada vez mais esgotadas, estressadas e dispersivas. Esta não é uma forma sustentável de trabalho para os indivíduos ou para as organizações.

Muito se fala, hoje, que o tempo virou um luxo. Quando se observa o seu impacto sobre a produtividade - de indivíduos e de organizações-  e sobre a falta de realização pessoal no trabalho, onde as pessoas passam grande parte do seu dia, a suspeita é de que  mais do que luxo, o tempo se tornou, mesmo, uma das questões mais críticas da nossa sociedade.